Direito Bancário

Você pode estar pagando juros muito acima do que a lei permite.

Contratos com taxas fora da média do mercado, capitalização irregular e encargos escondidos podem ser revisados na Justiça. O que foi pago a mais pode ser restituído - em certos casos, em dobro.

Isto é com você?

Reconhece alguma destas situações?

  • A parcela consome uma fatia grande da sua renda todos os meses.
  • O saldo devedor quase não diminui, mesmo pagando em dia.
  • Ninguém comparou a sua taxa com a média praticada pelo mercado.
  • Você assinou o contrato sem que explicassem os encargos.
  • Apareceram tarifas e seguros que você não lembra de ter contratado.

Se uma delas soou familiar, o contrato merece uma leitura técnica - porque cada mês que passa é mais uma parcela cobrada sobre uma base que talvez não devesse existir.

Notebook com painel de gráficos financeiros
Análise comparativa de taxas e encargos de um contrato bancário
O que a lei permite

Juros fora da curva podem ser questionados.

Bancos e financeiras nem sempre aplicam taxas compatíveis com a média divulgada pelo Banco Central. Quando o contrato foge desse parâmetro, aplica capitalização fora das hipóteses admitidas ou embute tarifas sem previsão, há base para revisão. Não se trata de deixar de pagar - e sim de pagar exatamente o que é devido.

  • Se a taxa de juros está acima da média de mercado para a operação.
  • Se houve capitalização (juros sobre juros) fora das hipóteses permitidas.
  • Tarifas, seguros e o Custo Efetivo Total (CET) embutidos no contrato.
  • Quanto pode ter sido pago a mais e ser objeto de restituição.

A discussão se apoia no Código de Defesa do Consumidor e na jurisprudência do STJ sobre revisão de contratos bancários. Cada contrato é avaliado individualmente, sem promessa de resultado.

Por que não deixar para depois

Enquanto o contrato não é revisto, a conta continua correndo.

Todo mês sem revisão é mais uma parcela com encargo possivelmente indevido - e a capitalização faz o saldo crescer sobre juros que talvez nem devessem estar ali.

Há ainda um limite silencioso: o direito de pedir de volta o que foi pago a mais tem prazo. A prescrição corre sozinha, e quanto mais tempo passa, menor a janela para reaver valores.

Como funciona

Do contrato à revisão, em etapas claras.

01

Leitura do contrato

Documentos e números são analisados a fundo, para identificar o que de fato pode ser discutido.

02

Diagnóstico

Um parecer aponta os pontos questionáveis e os cenários possíveis - com transparência sobre prazos e custos, sem promessa de resultado.

03

Medida cabível

Ação de revisão na via adequada, discutindo os encargos e, quando cabível, a devolução de valores.

04

Acompanhamento

Atualizações claras a cada etapa do processo, até a decisão.

Perguntas frequentes

Antes de decidir, as dúvidas mais comuns

Não. É possível discutir o contrato continuando a pagar o que se entende devido, inclusive com depósito em juízo do valor incontroverso.

A ação de revisão discute o valor correto da dívida; por si só, não é causa de negativação. Cada situação, porém, é avaliada individualmente.

Não. Só a análise técnica do contrato, comparada aos parâmetros de mercado e às regras legais, revela se há abuso.

Depende do caso e da comarca. As etapas e uma estimativa realista são apresentadas já no diagnóstico.

São combinados de forma transparente antes de qualquer medida, conforme a complexidade do caso e a tabela da OAB.

Outras ações em Direito Bancário

Veja também

Contato

Fale com o escritório

Conte sobre a sua situação. O contato inicial é sem compromisso.

2Falar com um advogado